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Matéria Especial
EXPOSIÇÕES SÃO PEDRO ALEMÃO - 13/07/2012

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Um belo trabalho da jornalista e pesquisadora Rita Couto, onde a história da Cidade Alta e dos 154 anos de imigração germânica para Juiz de Fora, foi exposta através de fotografias, quadros, documentos, livros e imagens que garimpou ao longo dos anos.

A exposição "São Pedro Alemão", aconteceu entre os dias 29 de junho e 01 de julho deste ano, no adro da Igreja Matriz de São Pedro. A mostra fez parte da programação da 119ª Festa de São Pedro.

Para juntar o material, Rita foi de casa em casa pelos bairros da Cidade Alta, além de ouvir relatos da população sobre a história de suas famílias e, por consequência, a história também de Juiz de Fora. Todas as peças, como a porta de madeira original da Capela de Santana (construída em 1864) e a fotografia da família que construiu a pequena igreja, além de um livro de metalurgia de 1738, em alemão, e outros itens curiosos e históricos, pertencem aos fiéis que frequentam a comunidade e que preservam com cuidado esses pequenos tesouros passados por várias gerações. Rita comentou que a exposição é uma maneira de valorizar este acervo.

     Leia texto de abertura da exposição:


     Um pedacinho daqui, outro dali. Um com cor, outro meio desbotado. Outro, ainda, já com algum rasgadinho. É assim, como uma colcha de retalhos, que se formam as exposições São Pedro Alemão.

     Em sua terceira edição, a exposição traz a você, visitante, os pequenos tesouros de moradores da antiga Colônia Alemã, alguns "guardados" que se complementam e, juntos, formam um todo, formam a nossa história.

     Estes objetos, ferramentas, livros e fotografias narram a história do cotidiano das famílias alemãs e remetem à um tempo em que as coisas eram feitas sem pressa. À mão se costuravam as roupas e com capricho se fabricavam as mobílias e os brinquedos. Sem eletricidade, as chamas dos lampiões iluminavam as noites e aqueciam os corações.

     As compras do mês eram "penduradas" nas cadernetas de fiado e o fermento para se fazer o pão alemão, embrulhado num pedaço de papel, era cuidadosamente pesado numa tradicional balança de prato.

     Os caminhos de terra batida de São Pedro eram percorridos à pé, de bicicleta ou à cavalo. Às vezes um carro passava, levantando poeira e alegrando as crianças.

     As festas na igreja! Essas sim movimentavam a Colônia! Missa festiva, procissão, leilão e banda de música. O sucesso era tanto que muitas pessoas vinham da “cidade” para participar. Em um período, houve até um ônibus especial, saindo do centro com destino à Festa de São Pedro.

     Além de casa de orações, a igreja também era "casa das letras", pois em seu terreno abrigou, durante certo tempo, a primeira escola de nosso bairro, na qual as crianças aprendiam a ler e a fazer as contas.

     São algumas dessas histórias, formadas com os "retalhos do passado" preservados em cada família, que você poderá conhecer aqui.

     Seja bem vindo à Terceira Exposição São Pedro Alemão!

     Sinta-se em casa e boas recordações!

Jornalista Rita Couto.

  
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